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EM DEFESA DAS FAVELAS, VILAS, PERIFERIAS, CORTIÇOS, PALAFITAS E OCUPAÇÕES POPULARES

Há anos, as eleições no Brasil ocorrem sob ameaças à democracia. Esse cenário não deve ser normalizado. As recentes tentativas de impedir a posse de um presidente democraticamente eleito e a condenação de seu antecessor, em 2025, por crimes que incluem golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito não podem ser esquecidas.

Há poucos anos, o Brasil voltou ao Mapa da Fome e enfrentou ataques à ciência, às universidades, aos movimentos sociais e à proteção ambiental. Nas cidades, a extinção do Ministério das Cidades, o encerramento do Programa Minha Casa Minha Vida e o fechamento dos espaços de participação social comprometeram as políticas urbanas e habitacionais. A mobilização popular ajudou a defender a democracia e abriu caminho para a reconstrução dessas políticas. A retomada desses programas, com agendas centradas nas periferias e na provisão de moradia bem localizada representam avanços importantes. A participação social, o enfrentamento da crise climática e as políticas de igualdade racial, de gênero e de defesa dos povos indígenas também recuperaram espaço no governo federal.

Essa reconstrução ainda é insuficiente e sua continuidade não está garantida.

Também não pode ser esquecida a PEC 80/2019, que tentou flexibilizar a função social da propriedade e absolutizar a propriedade privada. Um ataque frontal ao Estatuto da Cidade. Candidaturas que a encampam representam um projeto contrário àquele que defendemos para as cidades brasileiras.
Nesse momento importante da história de nosso país, reafirmamos nossa posição pelo fim da escala 6×1, contra as bets, contra a extrema direita e contra as milícias. Defendemos a soberania nacional, o respeito à ciência, os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, das mulheres, da população negra, das pessoas LGBTQIAP+, das pessoas com deficiência, dos povos indígenas, das comunidades quilombolas e dos demais povos e comunidades tradicionais. Defendemos também a punição das tentativas de golpe de Estado.

Neste domingo, sustentamos o voto em candidaturas comprometidas com a democracia, com a reforma urbana e agrária, com a moradia digna e com cidades justas para todas as pessoas. Vote em pessoas comprometidas com as favelas, cortiços, vilas, periferias, grotas, palafitas, ocupações e demais territórios populares.